A décima terceira semana chega com uma “mochila
às costas”. Esta carrega o nosso ultimo mês, umas quantas novas aventuras e
algumas novidades.
É estranha a sensação de saber que em
breve vamos partir, pois começamos a estar ambientados a terras africanas e por
muito que queiramos ir para o “nosso refúgio” e tenhamos saudades dos nossos,
começa também a vontade de querer ficar um pouco mais nesta tão intensa aventura.
Começámos por gostar de espaços, que antes nos eram estranhos e a chama-los de
conhecidos. Começam a crescer amizades, cumplicidades e a ter lugares, cantos e
memórias a que chamamos nossos. Com isto “tatuamos” destinos e recordações à medida
que se aproxima o fim do “Senhor” Erasmus.
“Oh sol, finalmente chegaste com o teu calor”, tanto
desejámos poder dizer isto que esta semana o pudemos gritar bem alto. Com o sol
e o calor chegou uma nova semana de estágio para Fred, Mipa e Ana.
Ainda nesta calcorreada, os 3 portugueses tiveram a
oportunidade de acompanhar o “trabalho de rua”, e foram com Paco e Javi
(educadores sociais da Área de Menores) a casa de um menor.
Por algumas tardes da semana, na companhia dos amigos
Eramus Martina (Bulgária), Heini e Tutty (Finlândia) e de Godino, Pablo e
Alberto (Ceuta), os 3 lusos aproveitaram os miminhos de sol e foram desfruir
das praias de Ceuta. Temos a dizer que estas são fabulosas tirando o pormenor da
presença desnecessária de medusas pela água quente do mediterrâneo.
Com o 9 de Junho a chegar o grupo reuniu-se novamente
com a Fundação Crisol para ajustar alguns pormenores deste tão esperado evento.
Acredito que a vossa curiosidade seja já alguma mas fica aqui prometido que
logo logo “levantamos o véu” e revelamos o nosso projecto.
A grande novidade para estes 5 lusitanos foi a tão
esperada chegada da bolsa Erasmus. Sim, depois de uma luta constante de troca
de e-mails e de estarmos quase a terminar a mobilidade, a bolsa apenas nos foi
atribuída agora. Teria sido mais benéfico para nós ter recebido a bolsa no início
da mobilidade, pois o facto de virmos para um país completamente diferente faz
com que tenhamos diversas despesas para poder embarcar nesta aventura e tudo o
que ela proporciona. Na verdade, se não fosse com o esforço dos nossos pais, há
já algum tempo que teríamos regressado a Portugal, por isso, temos também com
isto a dizer um MUITO OBRIGADA a eles por nos possibilitarem o viver desta
experiência.
O Sábado começou com uma manhã de descanso seguida de uma ida ao “Museo del Revellin de San Ignacio” nas Muralhas Reais onde foram ver uma exposição de arte de Manuel Herrera e Francisca Muñoz. Uma exposição cheia de cor e de “vida” chamada “Muher”.
Convidados e acompanhados por Chicho (educador em
Punta Blanca), foram a Chefchaouen. A viagem até esta pequena maravilha apesar
de longa foi bastante confortável e animada. No percurso até lá, fizeram uma
pequena paragem num café tipicamente Marroquino que se encontrava à beira da
estrada e aí puderam confrontar-se com uma
realidade diferente, começando pela compreensão oral e passando pelos costumes
tão simples como ir ao wc. Ali não se encontrava uma sanita nem tão pouco havia
papel higiénico, via-se sim uma espécie de cerâmica com um orifício, um sítio
para colocar os pés e uma torneira com um balde para as mulheres se
lavarem/purificarem, pois na cultura muçulmana uma simples ida a casa-de-banho
é considerado um acto impuro.
Seguiu-se o caminho, as paisagens são de uma beleza
indiscritível, contemplámos montanhas verdejantes com animais a pastar, pessoas
a vender as suas frutas ao longo da estrada, barragens com águas límpidas e
casas muito típicas de Marrocos.
Finalmente chegaram à tão falada “cidade azul”, lá estava ela tão pequena e tão acolhedora. Começaram por visitar um castelo cheio de informações históricas onde ficaram a saber que o ano actual de Marrocos, devido à religião, não é 2012 mas sim 1433, ou seja num mesmo dia conseguiram estar em dois anos completamente distintos.
Depois de um passeio pela cidade chegou a hora de ir
almoçar, Chicho levo-os a um sítio fantástico, um restaurante cheio de cores,
tipicamente Marroquino, chamado “Casa Aladin” e de facto parecia mesmo que
estavam a entrar na verdadeira história do Aladin.
De barriguinha cheia, passaram a tarde a descobrir
cantos, recantos e encantos da cidade. Mipa e Ana quiseram entrar no espírito
da cultura e decidiram fazer uma das tão típicas tatuagens na mão com a famosa
“henna” que significam felicidade.
Para terminar o dia em beleza, no regresso a casa,
fizeram uma paragem na cidade de Kabila onde puderam tomar um chá e desfrutar
da paisagem de uma das muitas praias encantadores de Marrocos.
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